Semana sem registros

 Outubro foi um mês fico em sessões.

Ouvindo agora as duas sessões, e fazendo um contraste entre elas, ficam alguns pensamentos

1- a singularidade de cada dia de gravação. Cada dia de fato é único, irrepetível. As do dia 22, por exemplo, manifestaram a preocupação com o esgotamento dessa forma de criar cada faixa, tanto com os limites da criação, quanto com o modo de sua execução, com três gravações sucessivas. Ainda, junto desse esgotamento, estava a repetição dessa forma. As duas disposições são diversas e convergentes. A segunda se manifesta na percepção já durante a performance de haver se utilizado de uma densidade sonora em cada gravação valendo-se de muitos acordes/grupos de notas. Geralmente isso se dá com o uso reiterado de muitas batidas, de muitos riffs.  Nesse dia 22/10/2025 eu percebi um cansaço, ou uma dificuldade de me livrar dessa estratégia de ir logo pro riff, ou seja, de tocar algo em alta intensidade e com muitas notas. Com isso, como são três gravações cada faixa, fica difícil perceber o todo. É como um céu cheio de nuvens: não vemos as estrelas.

Já no dia 24, uma maravilha: uma abordagem minimalista, fragmentos de frase, gestos, que vão se construindo. Como sempre, o segredo está na primeira gravação.

Não sei se algo se relaciona, mas até o registro em vídeo do dia 22 foi problemático, com interrupções, com quedas da internet.  Já do dia 24, tudo foi registrado.

escrevo agora, pois só ontem recebi os audios dos dias 22 e 24. e hoje com prazer ouvi.





Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Conversas com Glauco sobre a gravação do álgum

Vídeos das sessões

Uma vista no projeto todo