Algumas coisas de percurso
No início das sessões, eu fui construindo o projeto enquanto ia gravando. Primeiro, a questão do instrumento. me vali inicialmente do que possuía. Não era uma questão. Tornou-se uma questão durante a escuta. Ao me despir da parafernalia que usava no trio, e gravando direto, sem interferência (pedais, efeitos na mesa, etc.), o que eu tocava e ouvindo depois o resultado sonoro sem alteração, passei a ver a questão do instrumento mais necessária que a questão técnica do performer, de seus limites e possibilidades. Nesse percurso do instrumento, fui levado por tentativas a diversas ações: 1- troca de instrumentos; 2- uso de técnicas expandidas (objetos inseridos, palheta, etc.); 3- outras afinações (especialmente a 6ª corda abaixada para D). Uma coisa, creio, logo ficou decidida: não ter mais de um violão para cada sessão. Isso tem suas implicações. Eu poderia usar outros instrumentos. Mas o fato de usar um de qualidade profissional me fez extrair mais possibilidades dele...