Sessao 3 , dia 05 março 2025

 Novamente, foram produzidos cinco audios, elaborados a partir de sucessão de três faixas.

Como foi soliticado, recebi as faixas em separado e depois o audio com todas as pistas. 

Uma coisa que tem sido discutido é o instrumento utilizado.  Na primeira sessão, teste, me vali de um violão , que estava com as cordas velhas. Ele tem bons graves, uma boa ressonância, mas quando as cordas vibram, não há muita definição. Nos agudos, não há muita cor.

Mandei o violão para revisão e troca de cordas. Após isso, o mesmo violão foi a base para as duas sessões seguintes. 

Como trabalho consiste em tocar e ouvir, e contracenar com o som gravado, é fundamental a qualidade do instrumento.

Toda a sessão foi filmada, transmitida.

Além disso, passei a olhar para a tela que mostra os registros gravados, para daí encaixar minhas ações. Aquilo que era feito de modo mais intuitio, agora foi feito em diálogo com a tela. 


Faixa 1

Escolhi como referência o intervalo de 7 menor. Acho interessante esse intervalo, com suas várias possibilidades. Essa sonoridade de referência o é da pista de referência e de todo a faixa. Possibilidades do intervalo: não é tão dissonante, é como a justaposição de dois sons, com um certo intervalo nem muito grande, nem muito pequeno, a justaposição de dois acordes próximos, podendo até ter a imagem de deslizar um passo maior para frente, e um passo menor para trás. 

Novamente usei as regiões como táticas de composição, mas sempre ficar com algo fixo, ou seja sem as pistas ficarem fixas em uma região sonora. A pista de referência está  está na região média e na região grave. a resposta 1, na região mais aguda, mas se movimenta para a região média. E a resposta 2, está bem mais livre, indo para cima e para baixo, e fazendo efeitos.

Foi nessa faixa que eu vi que podia estar mais livre para propor figuras não usuais, como slides, clusters súbitos, e repetições de uma nota.

FAIXA 2

Comecei com um tema corda na região médio agudo, explorado duas coisas: três notas, para dar um aspecto orquestral ou mais extenso, espalhado do som. E ao mesmo tempo uma tensão de 2a. menor mascarada pelas quase duas oitavas desse espalhamento. A ele se contrapõe um movimento melódico na região me'dio-grave e outro na região aguda. Esse tema de referência fica na maior parte do tempo em sua insistência cordal.  Nessa sessão comecei a usar mais batidas de acordes em alguns momentos. 

Gostei de finalizar em não sincronia, como se cada uma das  pistas tivesse sua própria conclusão.

FAIXA 3

A faixa de referência é um intervalo de 4aumentada, aqui Bb e E. A faixa segue organizada como a primeira, com o intervalo de 7a. e daí as entradas das outras pistas: resposta 1 na região mais aguda, resposta 2 na médio grave. Mas com a referência mais voltada para sua repetição em loop, as outras estão mais livres.

O princípcio aqui foi na composição da faixa de referência ouvir esse intervalo, intensifica-lo, experimenta-lo com outras configurações rítmicas, e depois invertê-lo e retornar. a resposta 3 ficou mais livre para efeitos, respondendo a resposta 2 e procurando novos sons, como a percurssividade. 

FAIXA 4

Para a faixa de referência trouxe um tema em slide em D maior que uso muito em aulas. Uma das especificidades do violão é o uso das cordas soltas. Por isso, muitas vezes temos um predomínio de usos de notas de referências em E,A e E.  No caso trabalhei em algo mais consonantal, ou com menos tensões, em acorde de quarta, sexta e sétima menor e nona, com a nota D como pedal. Algumas vezes para contrapor, valho-me do quinta diminuta.

FAIXA 5

Essa foi a faixa mais diferentes de todas. Bem popular, como um tema de filme, um tour de force, que reforça uma nota de base. Na faixa de referência usou-se a palheta.   Novamente a distribuição das regiões para as pistas foi utilizada, com a resposta 2 para a região médio grave, e a resposta 1 para as regiões médio-aguda.  Tema em F#.


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