Primeira sessão. 15 fevereiro 2025
A partir da primeira sessão alguns padrões começaram a ser realizados
1- a primeira decisão foi instrumental. Optou-se por um violão como base para as sessões. No lugar da pedaleira e da guitarra em outras sessões, optou-se por uma abordagem mais restrita, mas circunscrita a uma fonte sonora sem modifidações além das possíveis na performance.
2- A primeira faixa foi influenciada pela experiência nas sessões de criação com trio instrumetal e nas sessões com alunos de teatro, em virtude do uso de uma frase em repetição ou looping. No caso, foi gravado um tema base, que foi replicado três vezes. Depois, sobre esse tema foram inseridos mais duas pistas. A pista 1, replicada, serviu de referência para as outras. A pista 1 ficou em uma região médio-aguda. A pista 2 na região médio-grave e a pista 3 na região aguda. Então, a ideia foi construir a sonoridade em relação a espaços possíveis e relacionados.
Essa opção de montar a pista um a partir de replicar uma sucessão de blocos cordais foi deixada para trás. Pois as repetições traziam o mesmo material em toda a sua complexidade, enquanto que as outras pistas variavam no tempo, no caráter, etc.
Ou seja, foi bom experimentar e a partir daí ficou definido que a faixa de referência seria proposta e performanda de modo contínuo.
O interessante daqui foi aguçar a percepção a partir da segunda pista: teria de pensar em como se relacionar com a faixa um, tanto nos vazios/silêncios quando nas sincronias. Ou seja, pensar na sucessão e na verticalidade. Além disso, já vai se pensando na terceira pista.
Ou seja, tocar é contracenar, é dançar junto.
A pista 1 possui um perfil cordal : C7/-5, C9. A ambiguidade dessa base harmônica, não ligada a funções harmônicas, foi o que me guiou - essa sonoridade construída por sobreposições de extensões. Há algum tempo tenho, com o trabalho no teatro e com o trio, buscado o foco na sonoridade e não na progressão harmônica previsível.
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